segunda-feira, 9 de junho de 2014

RELIGIÃO E CULTURA IORUBÁ


    A religião dos povos iorubas se divide entre cristãos, islãs e os que reverenciavam apenas a religião ioruba e seus mitos. Os Iorubás tinham seu grande ponto religioso na cidade sagrada de Ifé que foi a primeira cidade ioruba e que tinha como chefe religioso, o Oni. Os iorubas viviam de uma crença religiosa muito grande, engrandecendo assim sua cultura. Ifé era consolidada como “umbigo do mundo” identificando culturalmente como origem de fonte mística, ali, diziam se encontrar pessoas sábias e cultas e sendo assim abasteciam-se de legitimidade de liderança. O fundador de Ifé, Oduduwa, afirmavam a maioria ter vindo da cidade sagrada de Meca, cidade a qual os muçulmanos oficializam como a mais sagrada.

    Nas outras cidades, os chefes que além do poder religioso, obtinham do militar e social eram chamados de Oba, menos a cidade de Oyo, capital da sociedade, que por se tratar de uma cidade que tinha forte poderio guerreiro tinha seu chefe chamado de Alafin, porém podia ser extinto seu poder pelos Oghoni, senado dos notáveis. Oyo manteve-se poderosa durante mais de cem anos.

    Culturalmente, os iorubas têm em sua história de muitas teorias discutem sua origem, dizem que desde o ano 1000 já constavam diversos reinos pertencentes à sociedade, e tenderam a aglomerar-se em várias cidades, pois tinham a realização política em uma base urbana. Falavam uma língua tradicional deles de preferência, que era um idioma niger-congo, qual era um idioma que cobria metade da África e era dividido em cinco ramos. O ramo dos iorubas era o Cua ou “Kwa”. Os bales, que em princípio eram chefes de linhagem poderiam se tornar futuros reis ou chefes de cidades, dependendo do Conselho de Notáveis. Há indícios também que mulheres chefiarem alguma cidade, más é certo que os quase sempre ocupavam esses cargos.

    Constituem de diferentes grupos e possuem um dom cultural muito grande, na música criam seus instrumentos musicais e nomeavam-nos, seus trabalhos artísticos refinados na cerâmica, argila e bronze eram usados na criação até de suas próprias moradias, possuindo uma beleza incondicional. 

    Logo após a expansão européia na África, e formação imperialista abastecendo de todas as sociedades africanas, até mesmo dos iorubas, a cultura da sociedade não desapareceu e pode ser levada adiante até mesmo no tempo da escravidão atlântica, com descendentes iorubas na Europa, Caribe e América do Sul, principalmente no Brasil. Na Bahia a culinária é muito bem reconhecida e a crença baiana dos orixás, candomblés e umbandas, se formaram com base na religião ioruba.

    Os iorubas no século XIX na África eram representados principalmente pelo areal cultural deles chamados também de nagô, é declarada como mais importante região Mono-Ninger, por englobar mais povos e ocupando espaços de países africanos importantes, como a Nigéria que era ocupada pelos oyos, porém a cidade de Oyo desapareceu como o incrível Reino de Benin, qual os iorubas tinham um encantamento diferenciado pelo grande poder comercial a qual esse reino exerceu na África séculos atrás.

    Mesmo os europeus destruindo as principais cidades e reinos da sociedade ioruba, a cultura prevaleceu, claro que muito mais fraca. Na Nigéria e em Gana os ingleses, e em Benin e Togo, os franceses, a qual tomaram posse com a expansão trouxeram a cultura de seus respectivos países a ser trabalhado com a população, seus costumes de educandos e na saúde foram acrescentados nos países qual os iorubas se encontravam em mais número, mesmo os europeus com sua crença racista, menosprezando e diminuindo os africanos.

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